Quando o silêncio é ensurdecedor

Não é segredo que eu sou introvertida, que tenho uma baterial social limitada e que amo ficar quietinha em casa fazendo vários nadas. Mas a grande verdade é que esses vários nadas são na verdade muitas coisas. São nesses momentos que minha mente me leva a exaustão e me deixa lá.

Estou lendo um livro do Alexandre Coimbra que se chama A Exaustão no Topo da Montanha e é muito interessante, mas acredito que tenho entendido mais como uma exaustão física, apesar de também retratar a exaustão mental. Afinal, tendemos a negligenciar aquilo que não vemos, e se a sua dor é invisível ela deve continuar assim.

Também é verdade que quando chegamos em um certo nível de exaustão, nos damos conta de que chegamos lá sozinhos. Caminhamos com nossos próprios pés até lá. Ainda que exista uma pressão externa, são as vozes internas que nos guiam nessa jornada.

É sobre elas que eu quero falar. Pois chega um momento em que o barulho dentro da nossa cabeça é tão grande, tão alto e tão confuso que você simplesmente não consegue estar em um ambiente ou ser uma pessoa barulhenta do lado de fora.

É nesse ponto que eu me encontro, um lugar onde o silêncio é ensurdecedor e mesmo assim não é o suficiente para tampar todo esse barulho por dentro.

Não é bateria social, não é chatice, não é cansaço. É exaustão de uma mente que não para, que é tão criativa que sufoca porque meu corpo físico e a atmosfera ao meu redor não consegue acompanhar a velocidade em que tudo acontece aqui dentro.

Chega uma hora que nem mesmo eu consigo.

Você já ouviu esse tipo de silêncio?

2 respostas a “Quando o silêncio é ensurdecedor”

  1. Avatar de Lembrar para não esquecer...

    Às vezes me sinto assim. Eu tenho TDHA. Depois que comecei a me entender, melhorou um pouco.

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    1. Avatar de Thannyth Carneiro

      acredito que neurodivergências tornam esse processo ainda mais difícil, mas fico feliz em saber que se encontrando você está conseguindo trilhar seu caminho

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