Desistir não é uma alternativa

Olá, meu nome é Thannyth e eu luto contra a obesidade. Essa aí sou eu ontem, 9h da noite na academia depois de concluir meus exercícios de musculação do dia.

Já faz um tempo que eu despertei para os cuidados comigo mesma, mas infelizmente nesse começo de 2024 alguns pratinhos tiveram que cair, e o cuidado do exercício físico foi um deles. Mas nada como um dia após o outro, não é mesmo?

Eu levantei meu prato, corri buscar meu balde que chutei pra bem longe e retomei as rédeas desse processo, onde desde 2021 eu perdi 20kg, reganhei 6kg e agora estou estável há alguns meses.

Dessa vez eu sinto que está sendo diferente. A musculação sempre foi a mesma, um exercício pesado e que eu confesso que não acordo feliz 5h50min da manhã para fazer, mas é necessário. O que faz com que eu me apaixone pelo exercício e prossiga em disciplina é o fato de que eu consigo fazer todo o treino mesmo sendo asmática.

Sim, tem muitos aspectos que dificultam meu processo. A asma, SOP, resistência insulínica, o fato de eu não conseguir comer frutas e não gostar de verduras e legumes por ter um paladar infantil, voltar a trabalhar presencial, entre muitas outras coisas.

Mas como eu falei, dessa vez é diferente. Eu passei por um processo estético para emagrecimento que não teve resultados físicos, mas mudou muito a minha mente de tanto conversar com as profissionais que me atenderam. Foi aí que eu comecei a entender, depois de tantos anos, o que funciona e o que não funciona para mim.

Foi nesse momento que eu aceitei o meu processo e entendi que ele vai ser mais difícil do que grande parte das pessoas, vai exigir muito mais esforço de mim (minha genética manda um abraço), mas o que não foi assim até hoje? E isso não é ser dramática, é ser realista.

Dessa vez a jornada vai ser sem ajuda de alguns medicamentos como o Ozempic e o Saxenda, que já estavam me fazendo mal, mas vai continuar sendo com profissionais qualificados e que estão me acompanhando em cada passo. Uma endocrinologista que ganhou meu coração quando me olhou como um ser humano completo e não uma preguiçosa. Um professor para montar meus treinos, já que minha coluna ainda não tá recuperada. Fisioterapeutas me acompanhando nas aulas de hipopressivo e de pilates e possivelmente vou continuar com a nutricionista além das terapias.

Porém, esse vai ser um momento em que eu poderei fazer mais para mim mesma do que eles poderão, já que há algum tempo estamos conversando sobre isso. É sobre mim, sobre o meu processo, minhas dificuldades e aprendizados, sobre o que eu quero para o meu futuro.

Em tudo isso nada é claro, apenas o meu objetivo: chegar, pelo menos, até os 100 anos com saúde e qualidade de vida física, mental, emocional e espiritual.

Claro que tem muito mais entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia, mas esse é o retrato do momento.

E por aí, como estão indo as coisas?

Deixe um comentário