Vermelho, Branco e Sangue Azul

Livro: Vermelho, Branco e Sangue Azul
Autora: Casey McQuiston
Ano de lançamento: 2019
Classificação: 3/5 ⭐
Gênero: romance LGBT
Páginas: 387

Esse é o primeiro livro do gênero que eu li e confesso que foi super difícil engatar até eu ver o filme. Depois disso o livro fluiu como água, provando minha teoria de que spoilers ajudam.

É batido eu dizer que o livro é mais completo do que o filme, mas é e eu gostei disso, gostei de ter uma visão mais aprofundada do relacionamento de Henry e Alex e também de conhecer melhor suas personalidades. Afinal, algumas coisas do Alex do filme não faziam sentido mas ele é assim mesmo no livro, então mistério revelado.

Gosto de ver como a autora abordou temas tão complexos como uma familia de imigrantes subindo a posição mais alta do país. De vermos o preconceito sendo bat1do e rebatido tantas vezes, de como julgamos mal as pessoas, como temos tanta gente podre no poder e como somos igualmente podres por fazermos parte disso, e também coisas boas e que me trazem esperança como amizades, cumplicidade entre irmãos, o amor de uma mãe, parceria e muitas cartas de amor (afinal, sou filha delas).

De tudo o que esse livro retrata, três coisas me saltaram os olhos:

1. Como erguemos muros ao invés de pontes quando somos levados ao mais fundo da dor: há um momento no livro em que é explicado porque o Henry se afasta e fica no seu próprio mundo quando está triste e eu entendi exatamente. Quando passamos por uma dor tão grande que nos tira o chão, acabamos encontrando o lugar mais profundo da nossa alma e ficamos perdidos ali dentro em nossa tristeza, e depois que isso acontece, como forma de proteção, acabamos nos isolando do mundo. Isso nos ajuda a não ter que descer nesse lugar novamente, ou pelo menos, torna a descida um pouco menos ruim.

2. Quem é bom no que faz só precisa de uma oportunidade e um mentor: diferente do filme, no livro vemos um pouco mais de Zahra e Rafael e uma comum entre os dois é que eles sempre foram excelentes, mas foi preciso que alguém confiasse nisso, que visse esse talento neles e abrisse uma porta. Os dois precisaram de um mentor, não apenas para lapidar esse talento, mas que tivessem uma oportunidade de usá-lo. Um mentor é sempre uma figura importante.

3. Livros de romance ficam mais fáceis de ler depois de tantos anos lendo desenvolvimento pessoal: não me entendam mal, nenhum leitor é melhor ou pior do que outro por causa de seus gostos pela leitura, mas vemos que realmente ler desenvolvimento pessoal é muito mais difícil porque exige uma maior concentração e reflexão sobre o que estamos lendo. Afinal, querendo ou não, é um estudo. Por isso ler livros de romance (ficção, etc) também são tão importantes, porque precisamos relaxar a mente e apenas aproveitar esse hábito tão bonito da leitura.

Agora me diz, qual membro da realeza era sua paixonite?

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